* O AIPIM

Tempos remotos, antes do descobrimento do Brasil, andou um chinês por essas terras, chamado Chin Chan Pin. Chegou ao país por acaso, como os demais não descobridores do Brasil, quão Pedro Álvares Cabral.

Pin conheceu uma tribo em Manaus e se apaixonou por uma índia, filha do cacique que era do cacete. O chefe era mandão e sua filha Potira era quem sugeria o nome de todas as plantas que os índios descobriam na selva.

Certo dia, Pin e Potira foram dar umazinha no mato. Pin muito safado pegou a índia por trás e…Creuuu!!! A índia gostou e se segurando como podia colocou a mão numa raiz, já revirando os olhos começou a gritar:

- Aí Pin…Aí Pin…

E, assim se deu o nome da raiz que todos os brasileiros hoje conhecem. Graças à mandioca do Pin e o gemido da índia Potira.

* Emancipação de Mesquita. Quem denunciou a fraude

* ‘Aquele que reclama e não faz, vira oportunista daquele que faz acontecer’Cachoeira veu de noiva

 A História

Foto: Cachoeira Véu de Noiva – 40 metros

 No plebiscito de Mesquita, em 26 de novembro de 1995, por volta das 7h30min, milhares de eleitores em todas as seções eleitorais já estavam ansiosos para votarem. Cerca de 70 mil eleitores foram às urnas naquele dia e disseram sim, para Mesquita se emancipar de Nova Iguaçu.

Infelizmente houve fraude. E, comentou-se ter existido a manipulação, do ex-governador Marcelo Alencar, do ex-prefeito Altamir Gomes, junto com o ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Desembargador Antonio Carlos Amorim, que teriam prejudicado o plebiscito através de uma firma de informática chamada Rentar, com seus equipamentos totalmente bichados. Além de ter existido uma oposição, que contou com a participação de todos os vereadores representantes na época, do ex-deputado estadual Fernando Gonçalves e ex-deputado federal Nelson Bornier – ambos filhos de Nova Iguaçu – que também foram contra a emancipação.

Na verdade, o grande emancipador de Mesquita, foi à população que marcou presença e alcançou-se o quorum exigido pela lei eleitoral, que era de cinqüenta mais um, de aproximadamente 86 mil eleitores. Embora, só tenha aparecido cerca de 41 mil votos, frustrando a emancipação.

No dia seguinte, em 27 de novembro, fui convidado pela TV Globo a dar uma entrevista ao vivo, às 13 horas, em seu jornal diário, RJ-TV 1ª Edição. Foi quando denunciei a fraude que existiu no plebiscito. O ex-deputado estadual José Monte Paixão adquiriu a fita na TV Globo da minha entrevista e a usou como prova, para entrar com um recurso pela emancipação no Tribunal Superior Eleitoral, juntamente com diversos atestados de óbitos de pessoas que constavam como eleitores de Mesquita pelo TER, reduzindo assim o número do quorum e confirmando por meios legais a emancipação de Mesquita.

A campanha da emancipação

Houve dois tipos de campanha: uma feita pelo Comitê Pró-Emancipação de Mesquita, onde ex-deputado estadual José Paixão era o responsável junto com seus seguidores, que na verdade possuía cunho político, os quais colocavam nas faixas expostas nos postes, seus nomes dando a entender que eram futuros candidatos a vereador.

Como sou publicitário, resolvi criar um Comitê Independente Pró-Emancipação de Mesquita, indo contra a forma que estava sendo feita a do José Paixão. Criei uma peça publicitária em formato de panfleto. A campanha acabou repercutindo na cidade e muitos dos pré-candidatos colaboradores do ex-deputado, se aproveitaram da situação e em xerox, colocavam na parte de baixo do panfleto, seus nomes como apoio, que de uma certa forma triplicou a quantidade dos panfletos nas ruas. Reforçando a divulgação perante os moradores da cidade.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade contra Mesquita

Anos seguintes, o Partido Liberal (PL), certamente manipulado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, hoje deputado federal, moveu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pedindo a anulação da emancipação de Mesquita com parecer favorável do Procurador Geral da Republica, Geraldo Brindeiro.

Evidentemente José Paixão, eleito prefeito da cidade, tomou suas iniciativas. Por outro lado resolvi mexer com meus pauzinhos. Entrei em contato com uma amiga que morava na Bahia, que trabalhava como repórter numa emissora afiliada a TV Globo e de um jornal da região, ambos de propriedade do ex-senador bahiano, Antonio Carlos Magalhães. Além de trabalhar no TRE de lá há 30 anos e, ainda era secretária direta do Exmo Sr. Ministro Carlos Velloso do Supremo Tribunal Federal, que daria o parecer final, na ocasião, a propósito do questionamento do Partido Liberal sobre a emancipação de Mesquita.

Dias anteriores, tinha enviado por fax, email e correio uma carta ao Ministro Carlos Velloso, interrogando-o que seria uma incoerência se ele fosse favorável a tal decisão pelo Procurador Geral da República já que o Supremo havia concretizado a emancipação da cidade.

Essa amiga por ser secretaria do Ministro, após ter explanado o que estava acontecendo politicamente sobre o recente município, garantiu-me que: como todas as correspondências passava por ela, a minha seria apresentada a ele, e nada seria mudado. Pois, ela mesma convenceria o Ministro Carlos Velloso de não dar o ditame contra a emancipação. 

Definitivamente, hoje a cidade está livre dos seus algozes. Embora convivendo com certos vereadores corruptos que querem de qualquer maneira levar vantagem sobre tudo e tentam extorqui o prefeito da cidade Artur Messias, exigindo cargos em secretarias ou dinheiros para seu bel-prazer. Onde deveriam legislar e aprovar leis em benéfico à comunidade, como é o caso da criação da Secretaria de Trabalho, que pode dar ocupação a muitos desempregados na região.

* Quase como no sonho

passaro pretoEm um dia desse que se tira para visitar a família, resolvi ir à casa de minha tia. Chegando lá e depois de um longo bate papo tive vontade de ficar na janela de seu quarto, que ficava de frente para uma rua. Em frente a sua residencia havia uma outra muito bonita, com muros gradeados, vendo toda a sua fachada. Próximo ao portão, havia uma gaiola com um canário. Na rua dois garis varrendo. Um bem em frente à casa, e o outro do lado da casa de minha tia.

O gari que varria perto da bela casa, de repente parou de fazer seu trabalho e começou a falar com o canário. Olhou para ele, e perguntou-o se não trabalhava. Isso me deixou estupefato pensando que o homem fosse maluco. Como o canário não lhe respondia, o gari contestava a mordomia que o pássaro levava, lamentando enquanto ele se desgastava varrendo as ruas debaixo de um sol de 40 graus e comendo marmita fria, estava ele diante de um “boa vida”, que tinha tudo que pediu a Deus: comida na hora certa, sombra e água fresca, e só vivia a cantarolar.

Durante todo o tempo, o canário estava sereno, mas de investida, como desabafo ou ironia, começou a soltar seu canto. O gari virou as costas para o canário e voltou a varrer a rua como se tivesse entendido o que o canário havia cantando.

O mais interessante depois de ter presenciado aquela cena, é que eu me encontrava na cama. Foi então que percebi que havia sonhado. Era uma quinta-feira.

No domingo minha mãe me pediu que fosse a casa de minha tia para leva um documento que ela havia-lhe solicitado. Chegando lá, entreguei-lhe o documento e conversamos por um longo tempo. Depois fui à janela de sua sala que dava de frente para a rua. Em frente tinha uma bela casa, com um jardim e uma enorme grade, na frente uma gaiola, e nela um pássaro preto. Passei a observar curiosamente a paisagem.

Um moleque de rua acabava de chegar perto da gaiola passou a acariciar e a conversar com o pássaro.

Entristeci-me ao ver a cena, e lembrei do sonho que tivera na quinta-feira – do gari com o canário. Perguntei-me: O que estaria conversando aquele moleque com o pássaro?

* Provocando as mulheres

* Palavra de mulher é igual à caneta sem tinta. O que ela fala, não se escreve e nem se assina.

* A natureza é inconstante como a mulher. Sem esperar ela nos surpreende em questões de segundos.

* Hoje em dia o homem faz tchan! E a mulher faz tchan!, tchan!, Tchan! E ele ainda não se deu conta disso.

* Por machismo o homem fala mal de uma mulher. Mas uma mulher falar mal de outra, deveria se olhar primeiro no espelho.

* Certas lingeries feminina deveriam se chamar “Facilita”. Basta afastar pro lado e… É a única utilidade que ela tem.

* Mulher que não respeita sentimento de um homem, é capaz de qualquer coisa.

 

 

 

 

* Poesia em homenagem a Cazuza quando partiu

luz em arvoreAlém

A vida é a morada da morte.

Ela sempre está dentro da gente.

Talvez ninguém tenha sacado.

Paixão irresistível de um ser bissexo.

Quando ela gosta,

Nos envolve com seu corpo candente:

De dia, de noite, a qualquer instante.

E quando persiste em ficar.

Mesmo que não se queira mais.

Ela decide e convence a gente,

A viver em outro lugar:

Uma nova vida,

Apaixonados e pra sempre.

* Sessenta segundo

Um homem de estatura mediana, trajes simples, forte, de bigode, dobrava a esquina de uma rua muito movimentada, apressadamente. Pelos passos rápidos, teste franzida, demonstrava preocupação. Gente se atropelando e parando em frente às vitrinas das lojas, incomodando quem andava pela calçada. O homem ia se esquivando das pessoas que vinham ou atravessavam por ele.

Sem esperar, uma criança  estendeu-lhe a mão pedindo dinheiro. Ele com uma atitude  grosseira e gesticulando mandou o garoto ir trabalhar como engraxate, e passou a andar  mais apressado do que antes.

Instante depois, uma mulher maltrapilha, suja e grávida colocou-se a sua frente. Também pedia uma esmola para ela e o bebê que ia nascer. O homem ficou irritado, mandou ela sair da frente dizendo para tirar o filho e pedir dinheiro àquele que o fez.

Durante todo seu percurso e fatos, alguns olhos o observavam.

Mais adiante, o homem entra numa padaria, vai ao caixa e pede um refrigerante e um pão doce. Nesse momento chega até ele  um rapaz de 16 anos, aproximadamente, e pede apenas uns trocados para completar com o que tinha para beber um copo de leite.

 A humildade e a delicadeza do rapaz, aquele homem que em minutos atrás, de gestos tão grosseiros e desumanos, transforma suas afeições em atitudes de solidariedade. Olha para o jovem, coloca a mão no bolso, e solicita ao caixa um litro de leite e quatro pães doces.

Os dois se alimentam e conversam. Depois daquele curto papo – ambos com um largo sorriso – o homem levanta, despede-se do rapaz e ao sair da padaria põe a mão no bolso, e vê que ficou com apenas alguns trocados. Olha para trás e assisti ainda o sorriso do garoto que lhe diz:

- Obrigado moço pelo lanche e as orientações.

 O homem sorri e acena com um gesto de adeus para ele. Olha para frente, como estivesse falando com alguém e diz:

 - Você não pode salvar o mundo, mas pode ajudar aqueles que querem realmente ser ajudado! Não por esmola, mas por uma palavra amiga de conforto e orientação. Cenas como essas que você viu, acontecem todos os instantes, diariamente, no mundo inteiro.

 Ele fica sério e interroga:  

- E, você? O que tem feito para melhorar um pouco tudo isso?

- Corta! Muito bem!…Escuta-se a voz do diretor do filme institucional.

 O comercial foi ao ar 15 dias depois, em todas redes de televisão e em circuito de cinema do País.  Por um período de um mês e duração de sessenta segundos, que pronunciava no final do filme:

‘Campanha em prol da vida humana. O homem é uma riqueza inesgotável enquanto vida. Ajude aquele que deseja ser ajudado…Enquanto há tempo’.

* Cientista brasileiro descobre que o homem não veio do macaco

Hora de almoço, o cientista brasileiro Henrique Botão, largou as pesquisas sobre a origem do homem, fez uma refeição rápida e foi para um grande jardim com muitas arvores frondosas, anexo do centro de pesquisas onde trabalha.  

 O jardim dava vista para um grande prédio comercial e ele costumava ficar observando o movimento dos funcionários no entra e sai de mais um dia agitado. Nesse horário de almoço, muitos casais de namorados aproveitavam o intervalo para se encontrarem e dar uns beijinhos. Alguns atravessavam a rua e iam para o jardim que era aberto ao publico em horário comercial e investiam no namoro algo mais.

 Foi quando de repente lhe veio uma luz:

 - Descobri a origem do homem! Correu para o seu departamento de pesquisa e pediu a sua assistente que ligasse para todos os cientistas renomados do mundo e para a imprensa especializada dizendo que ele tinha descoberto que o homem não veio do macaco, e faria essa revelação num congresso no Brasil.

 O Hotel Nacional em São Conrado foi o lugar escolhido para Botão divulgar para o mundo a sua descoberta sobre a verdadeira origem do homem. Os maiores cientistas do planeta estavam presentes ansiosos pela revelação. Toda a imprensa compareceu: rádios, Tvs, revistas e jornais.

O hotel virou um formigueiro de personalidade do meio cientifico e jornalístico. Era um alvoroço só. Foi quando anunciaram o grande momento:

 - Senhores! Chegou à hora do mundo tomar conhecimento da nossa verdadeira origem. Com vocês o nosso cientista Henrique Botão!

 Com um ar de sábio e jeitão de maluco, Botão entrada na sala de convenção e todos aplaudem de pé. Numa simplicidade e ciente de sua descoberta ele revela:

 - Meus colegas de profissão! Durante muitos anos fiquei no jardim, anexo ao centro de pesquisa onde trabalho em hora de almoço observando o comportamento do animal homem… E cheguei definitivamente a uma conclusão em que o homem não veio do macaco…Veio de uma perereca.

 O cientista foi ovacionado com ovos podres que surgiu em grandes quantidades não se sabe de onde.

* Gen João

Nasceu João de uma gota de orvalho, de folhas caídas no chão. Deu origem a um ser, hoje homem chamado João.

Ele era tudo e era nada. Cresceu no mundo sem ninguém. Sem amor e sem carinho. Não comia, não bebia, e nem dormia; era João, somente João!

Não tinha ódio e não matava; era instinto, era a liberdade, era o fenômeno da natureza; Era João, somente João!

João de Deus e do mundo, do infinito e do finito: era o universo. Não tinha religião: Era pai, era mãe, de si próprio. Era João!

João eternidade, paz e felicidade. João vida, João morte; não era Cristo, mas era Deus. Nasceu da natureza; só não sabia porque seu nome era João!

Insatisfação

 O que mais querias? dei-lhe flores e poesias. Amor e alegria. Sexo e fantasia. Incentivo e sabedoria. Só não podia lhe dar a vida. Sem ela eu não existiria, e você não me conheceria.

Ditado

* O homem é um ser animal controlado por condicionamento. Mas seu instinto primitivo, a qualquer momento pode entrar em ebulição.

* A marmita viajante

Desde o dia anterior, Ricardo de Ricardo – veja só o nome da peça – não estava no seu melhor dia. Tudo saia errado. Trabalhava numa oficina mecânica autorizada da concessionária BMW. Mas, na verdade, lá nunca apareceu um automóvel deste para  conserto.  Seu sonho era ter um, um dia. Sonhava constantemente com o carro, mas no final de seus sonhos, a BMW se transformava em fusquinha ou em barata.

A barata era sua inimiga número um. Estava sempre em cima de sua cama, além daquelas que resolviam passear em sua “enorme” casa de um cômodo. Muitas das vezes, sua cama parecia a Arca de Noé. Eram todos convidados a dormirem nela: ratos, lacraias, lagartixas… A lagartixa era sua grande amiga, comia todos os insetos, principalmente na noite que lhe acordavam de hora em hora. Ele, às vezes, chegava a exagerar, colocando as lagartixas em sua cama para compartilhar de seu sono. Isso era demais para a sua mulher. Nesses dias, ela dormia em cima dos caixotes que lhe serviam de cadeiras.

Apesar desses pequenos desentendimentos familiares, natural na vida de qualquer casal, seu lar era um mar-de-rosa. Afinal de contas, não e só pobre que tem dessas coisas, rico também tem: aquelas baratas que incomodam, animais que dão chifradas… Mas isso só nas suas insônias… Bem deixa pra lá! Como ia dizendo, Ricardo de Ricardo e sua mulher, apesar desses pequenos desentendimentos pelos seus animaizinhos de estimação, viviam felizes – umas meias dúzias de discussões durante o dia, seis durante a noite, seis no café da manhã e mais seis no jantar. Para acalmar o casal, os vizinhos do lado, a 300 metros de distancia, tinham que intervir. Caso contrário, os “carinhos” continuavam no dia seguinte.

As brigas vinham seguidas de reconciliações de amor, em um prolongado “Ai Love Iurrr”… Das noites misteriosas de 120 dias sem se cruzarem. Era uma noite inesquecível para os dois. Quando acontecia só tinha um objetivo: gerarem um novo herdeiro. Ambos com 40 anos sonhavam ter 40 filhos. Afinal já tinham 37 filhos e não se sabia como, e de que forma acomodavam os 37. Só “Froude” explica!!!

Cinco da matina, já se foi madrugada adentro, e quem passava na estrada escutava o pio da coruja: “Aí Love Iurrrr”. De repente Ricardo de Ricardo deu um pulo da cama. Estava na hora de se levantar para o trabalho. Sua mulher levantou um pouco sem jeito, desconsolada, não conseguiu da o último urrrrrrrr da madrugada. Não sabia quando seria a próxima felicidade. Uma eternidade. Isso também frustrava a multidão que ficava lá fora nestas noites querendo descobrir o esconderijo da tal coruja. Todos queriam pegá-la, embora alguns caçadores andassem desconfiados de onde vinha tal barulho.

A comida neste dia tinha que ser especial, a mesma de sempre: arroz com feijão, se bem que às vezes não era feijão, era aquele negocinho da barata com ovos de lagartixa. Mais forte que ovos de codorna. E Ricardo de Ricardo tinha uma boa criação. Comia uns 20 por dia… E lá vai ele com sua marmita na mão, que mais parecia um embrulho… E dos grandes! Também pudera haja resistência!

Ricardo de Ricardo era um homem conhecido na vizinhança e na condução, graças a sua marmita que dava aquela baita confusão e também por ser uma pessoa comunicativa, popular. Encontrava-se com um e outros e aos poucos era aquela romaria. Se fosse candidato a governador, seria eleito. Faria obras melhor que o ex-governador Leonel Brizola. Pelo menos em matéria de construção civil, quem conhece a casa dele sabe. É uma obra de dar inveja a Oscar Niemeyer. Seus seguidores de viagem já sabiam que ele tinha novidades para contar. Beijava os amigos, comprava bala para as crianças, dava esmola para os cegos, assobiava, e o pessoal atrás dele querendo saber por que tanta felicidade.

A história era contada no ponto de ônibus da linha: Bairro da Misericórdia – Deodoro. Na verdade mais miséria e discórdia do que qualquer  outro bairro ao lado. Ricardo de Ricardo colocou a marmita no chão, sentou em cima e começou a contar as façanhas da vida.  Gesticulava para um lado e  para o outro, quando foi interrompido  pela chegada do ônibus, ou melhor perua – aquele veículo com cara de caminhão e o corpo de alguma coisa. Nessa altura, no meio do empurra-empurra, não existiam mais amigos. O negocio era sentar. E ele deu sorte e entrou primeiro conseguindo um lugar logo na frente. Mas quando já bem confortável deu falta da marmita que deixará lá fora. E, num impulso foi ao encontro dela. Teve que se conformar em viajar pendurado do lado de fora, com uma mão na marmita e a outra na porta traseira do ônibus. Chegando em Deodoro, ficou macho. Tomou a bala de uma criança, deu chute em cachorro, mandou a velhinha para… Com a marmita debaixo do braço que já pesava 150 quilos.

A fila do trem fazia curva de 1 km e um passageiro engraçadinho resolveu passar um chegue de 50 reais na quiche para pagar a passagem, e o atendente lhe deu o troco com moedas de 5 e 10 centavos. O trem já apitava lá na curva e quando Ricardo de Ricardo viu, saiu empurrando todo mundo que estava na frente. Se perdesse aquele trem, perderia o emprego. Na hora de passar no guichê, em vez de dar o dinheiro, deu a marmita. E o trem já na plataforma dava o primeiro sinal de partida. No meio da escada ele sentiu que faltava algo. Botando fogo pelas narinas voltou aos pulos, deu uma bronca no cara do guichê, pegou a marmita e desceu a escada aos pinotes de três em três degraus.

O trem deu o último sinal de partida, começou a fechar as portas e Ricardo de Ricardo no desespero, só teve uma alternativa: colocou sua grande e larga marmita entre a porta para não fechar e entrar, e… entrou todo mundo, menos ele. Aí o trem deu a partida, mesmo com a marmita presa na porta. Ele colocou suas mãos sobre a cabeça, como se estivesse perdendo um ente querido e inconformado partiu atrás da marmita. As pessoas riam da cena, vendo-o querendo pegar a marmita e ela correndo dele. Como não dava mais, ficou olhando-a no seu último adeus. Frustrado, desconsolado, sentou-se a beira da plataforma lamentando a saborosa comida que sua mulher havia preparado para ele, e que se foi…

Tempos passaram e os amigos de Ricardo de Ricardo descobriram na verdade como é que ele tinha tantos filhos e qual o motivo de se chamar assim.

* O eleitor e o seu “cãodidato”

Em homenagem a todos esses políticos corruptos do nosso País que se aproveitam do voto obrigatório.

DISCURSO POLÍTICO

Povo do meu País, eu sou o seu “cãodidato”. Deixa-me morder o seu bolso. Eu não pareço um “gato”?  Mas cadê também o “rato”?

DITADOS

* Eu vim foi para ficar na história. E, não para me dar bem e ser apenas um coadjuvante.

* Não acredite nos templos que o homem cria. Poderá falar com Ele de qualquer lugar, quando quiser.

* A religião é boa para os que crêem e não sabem. E ótima, para os que sabem se aproveitar dos que crêem.

* Por que temer a Deus, se eu tenho a morte sempre ao meu lado.

* Palavra de mulher é igual à caneta sem tinta. O que ela fala, não se escreve e nem se assina.

* Quem serve a comunidade, preserva a humanidade.

* Mulher que não respeita sentimento de um homem, é capaz de qualquer coisa.

* Tem gente que diz que não se envolve com as coisas do mundo…E antes?

* Ele é o criador do universo, dos seres e da morte. Quando precisar de ti, definitivamente, ela o conduzirá até Ele.

 

 

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